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A Casa de Leopoldo Geyer: um patrimônio vivo no Altos da Chácara

  • Foto do escritor: Dap7 Marketing de Resultado
    Dap7 Marketing de Resultado
  • 24 de set.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 25 de set.


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Entre palmeiras e vegetação abundante, esconde-se um tesouro histórico na zona sul de Porto Alegre. No condomínio Altos da Chácara, localizado no bairro Tristeza, a antiga residência do empresário Leopoldo Geyer, construída em 1937, permanece de pé e revitalizada.  


A antiga moradia carrega memórias de um visionário do varejo e do esporte náutico, e hoje, ela se integra à vida moderna do condomínio como um patrimônio vivo, preservando a história enquanto oferece conforto e lazer aos moradores. 


Leopoldo Geyer: figura visionária do velejo e do varejo 


Leopoldo Geyer (1889–1985) destacou-se como um dos pioneiros da vela no Rio Grande do Sul. Apaixonado pelo esporte, ajudou a fundar importantes clubes náuticos de Porto Alegre: esteve entre os fundadores do Iate Clube Guaíba (1930), do Clube Veleiros do Sul (1934) e do Clube dos Jangadeiros (1941). Seu amor pela navegação e sua visão empreendedora fizeram dele uma figura essencial no desenvolvimento do iatismo no sul do Brasil. 


No mundo dos negócios, Geyer também construiu um legado notável. À frente da tradicional Casa Masson, joalheria fundada pelo seu pai em 1871, fez com que o negócio se tornasse em um sólido grupo de varejo com presença nacional. Introduziu o sistema de venda a crédito no Brasil em 1923, em plena crise econômica, classificada como uma iniciativa ousada para o período.  


Além disso, implementou práticas modernas de gestão de pessoas, padronizando processos e valorizando colaboradores, consolidando a reputação da empresa pela qualidade e pela inovação. Esse espírito positivo diante dos desafios marcou sua trajetória, tornando-o respeitado tanto no meio náutico quanto no comércio nacional. 


Da chácara dos Geyer ao Altos da Chácara 


A propriedade onde está o Altos da Chácara era conhecida como Chácara dos Geyer: um terreno amplo, repleto de árvores nativas e frutíferas, com vista privilegiada para o Guaíba. Foi ali que, em 1937, Leopoldo construiu sua casa desfrutando da natureza e da tranquilidade característica do bairro Tristeza. Ao longo das décadas, a chácara permaneceu na memória dos moradores da região como um lugar admirado pelo belo casarão e pela paisagem verdejante. 


Quando a Clave adquiriu o terreno para desenvolver o Altos da Chácara, assumiu o compromisso de resgatar essa história. O projeto do condomínio nasceu integrando a casa histórica à infraestrutura contemporânea, unindo passado e presente em harmonia com o entorno. Desde o início, a equipe técnica trabalhou com delicadeza para reconhecer o valor cultural do imóvel e aprovar um plano de restauro e reciclagem de uso que possibilitasse a sua plena integração ao empreendimento. 


Patrimônio restaurado e vivo no condomínio 


O processo de restauração teve como principal foco preservar as características originais da casa de 1937. Elementos arquitetônicos foram mantidos: reboco e volumetria, esquadrias seguindo modelos de época e o tradicional telhado cerâmico. Um painel de azulejos pintados à mão, com caravela e fauna marinha foi cuidadosamente recuperado pela arquiteta Mariana Wertheimer e sua equipe, que são especialistas em conservação e restauro. O resultado é uma casa totalmente preservada e melhorada para uso condominial, pronta para atravessar mais gerações. 


Hoje, a antiga residência funciona como uma área social do empreendimento, no coração do Altos da Chácara. Os moradores usufruem de ambientes elegantes e acolhedores como salão de festas com lareira, sala de jogos, sala de TV, espaço gourmet, integrados a uma área de lazer completa com piscina aquecida, academia e brinquedoteca, tudo cercado pelo verde do terreno.  


A casa histórica tornou-se um grande diferencial do condomínio: além de embelezar os espaços, guarda um pedaço da história de Porto Alegre e o compartilha no cotidiano de quem vive ali. Nos interiores, são expostas referências náuticas que aparecem de forma sutil em cores, materiais e detalhes, em tributo ao antigo proprietário. Um memorial histórico instalado na sala da lareira exibe plantas originais e registros de antes do restauro, convidando moradores e visitantes a conhecerem e valorizarem essa história. 


Sofisticação contemporânea, raízes preservadas 


O Altos da Chácara, com suas casas suspensas e infraestrutura de alto padrão, alcançou algo raro no mercado: unir sofisticação contemporânea a um patrimônio histórico preservado. Em um terreno de cerca de 10 mil m², o condomínio mantém um bosque nativo protegido, com pomar e canto de pássaros, a poucos metros do Guaíba. Nesse cenário, a casa de Leopoldo Geyer permanece como guardião das memórias, conectando o presente dos moradores às histórias que moldaram a zona sul. 


O resultado vai além da arquitetura: é um gesto de respeito à cidade, à sua memória e às pessoas que a constroem todos os dias. No Altos da Chácara, a história não está atrás de vitrines, ela está viva, habitada e celebrada. 

 
 
 

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